Um
dos maiores problemas brasileiros, atinge também
em grande escala Santa Catarina: as áreas de terra
e as construções irregulares. Os números
são alarmantes. Através de levantamentos
e pesquisas da AEAMVI, contabilizamos que mais de 90%
dos prédios públicos estão irregulares.
Ainda estima-se que em torno de 80% das edificações
apresentem algum tipo de irregularidade de engenharia,
desde as mais graves, como ocupações em áreas
de risco e de preservação, ausência
dos sistemas preventivos de incêndio, obras que
não se originam de um projeto regular de engenharia
e sem acompanhamento técnico, até as mais
leves sob o ponto de vista técnico como pequenas
ampliações passíveis de regularização,
mas que se encontram sem documentos, ou ainda com a ausência
da averbação da edificação
na escritura do imóvel. Outras estatísticas,
sistematicamente divulgadas por entidades nacionais,
apontam que a irregularidade fundiária no Brasil
chega a índices de 70%, que somente 3% dos efluentes
domésticos são tratados, além da
falta de planejamento e ausência dos corretos procedimentos
de engenharia nas obras públicas, especialmente
nas de infra-estrutura, como ocorre com as estradas brasileiras.
Não podemos esquecer ainda, da falta de um projeto,
de um plano de desenvolvimento e de exploração
racional sustentável dos recursos naturais, sendo
também necessário citar neste grave contexto
a inexistência de pesquisa científica principalmente
para o poder público onde reside a maior necessidade
de nosso país carente de todos os serviços
públicos. .
No
ano em que as cidades brasileiras concluem os planos-diretores,
percebemos que este instrumento por si só, não
tem se mostrado eficiente. De nada adianta a Lei, se esta
não é cumprida.
Após
discutir com abrangência o problema precisamos efetuar
urgentemente uma campanha de conscientização
da população, demonstrando a legislação
e as vantagens de uma obra regular. Posteriormente a fiscalização
e em último caso a autuação.
Baseado
nestas situações a AEAMVI promove neste mês
de novembro o primeiro SEMINÁRIO DE REGULARIZAÇÃO
FUNDIÁRIA E DE EDIFICAÇÕES, não
só para discutir o problema, como também
para traçar um planejamento estratégico na
solução destas irregularidades, que acarretará nos
conhecidos benefícios nas questões de cidadania,
segurança, saúde, preservação
ambiental e melhora da qualidade de vida, como movimentará uma
economia de bilhões de reais em serviços
de engenharia e tributos. Portanto, somente um grande projeto,
amplamente discutido com a classe dos engenheiros e arquitetos,
com a parceria do poder público e do sistema CONFEA/CREA’s,
poderá á médio e longo prazo evitar
a inviabilidade das cidades, a degradação
dos recursos naturais, as perdas de vida desnecessárias
e ainda gerar recursos inestimáveis para a nação.
Eng.
JULIANO GONÇALVES
Presidente AEAMVI
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