Se você teve a oportunidade de estudar, viajar, conhecer
pessoas inteligentes e isto desenvolveu a sua capacidade de
fazer uma leitura mais abrangente do mundo... Se você sabe
coisas que os outros não sabem... Consegue ver o que
os outros ainda não estão enxergando... Então
você tem muitas responsabilidades.
Albert Einstein, que além de excepcional cientista foi
também um dos mais brilhantes pensadores do nosso século,
deixou-nos um alerta muito importante a respeito da leitura:
ele dizia que é inútil uma pessoa atravessar
a vida lendo os melhores livros, se não tirar deles
elementos para uma "ação no mundo".
Por "ação no mundo" ele queria dizer
uma ação positiva, renovadora, revolucionária.
O que Einstein fazia era uma convocação para
a atividade. Um convite à auto-exposição.
Ao trabalho, muitas vezes mal compreendido. À ação,
muitas vezes combatida.
Ler bons livros, jornais ou revistas, viajar, conhecer pessoas,
estudar... são coisas muito importantes. Qualquer pessoa
com o mínimo de bom senso reconhece isto. O perigo está em
admitir que a leitura e o estudo (o conhecimento) é o
objetivo em si, quando na verdade é apenas um meio.
Depois da leitura (do conhecimento) vem a segunda parte da
tarefa, que é a ação no mundo.
Sem a segunda parte, a primeira perde o sentido. O que estou
querendo dizer é que é necessário escrever
a partir dos livros. E escrever tem aí um sentido bastante
figurado: significa fazer alguma coisa, defender uma idéia,
agir no sistema. Significa contribuir para o progresso. Plantar
sementes novas. As pessoas esclarecidas tem responsabilidades
grandiosas diante da sociedade.
Se vemos um caminho novo e não “convidamos” a
humanidade para avançar por aí, assumimos a responsabilidade
pelo atraso. Não devemos nos intimidar diante da ignorância
e da mediocridade que imperam no mundo. Não devemos
deixar para os outros o trabalho para o qual estamos preparados.
Se Pasteur (o descobridor da vacina) tivesse se acovardado
diante da estupidez dos seus contemporâneos (que o consideravam
um visionário e tolo) a humanidade teria amargado muitos
anos de dor e atraso.
Se Einstein tivesse passado seus dias lendo livros de matemática
e física sem nunca ter se exposto (escrevendo suas conclusões
e teorias a respeito do que lia), ainda estaríamos acreditando
que o espaço e o tempo são grandezas absolutas.
Se todos nós cruzarmos os braços diante das coisas
que considerarmos erradas, a humanidade ficará exatamente
onde está: Atrasada, moralmente subdesenvolvida e dominada
pela ignorância e pela maldade.
Eng.
Eletr. Ênio Padilha, Ms
Professor de Administração e Empreendedorismo
da UNIVALI, em Itajaí
|
|
|
|
| |
|
|