Quinta- feira - 20 de Novembro de 2008
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Tecnologia de fachadas pré-fabricadas


As fachadas pré-fabricadas sinalizam o desenvolvimento recente de materiais e técnicas, que possibilitam aumentar a industrialização na construção de edifícios. Estas fachadas permitem atender as exigências compositivas e de desem-penho das novas edificações, adaptando-se muito bem a estruturas mais leves e flexíveis, com juntas entre seus componentes que podem absorver as movimentações da estrutura e variações dimensionais. A utilização dos pré-fabricados nos anos 50 e 60 buscava a racionalização e o uso intensivo de moldes, a fim de reduzir os custos e tempos de produção, tornando as construções frequentemente repetitivas e monótonas. Atualmente, a tecnologia utilizada na produção de painéis pode atender projetos personalizados, com fachadas produzidas sob medida, de modo a atender as condições locais e as exigências dos usuários.

Outros fatores relevantes na utilização de elementos pré-fabricados de fachada são agilidade nos processos de produção, capacidade de fa-bricar grandes painéis e elevar a qualidade da obra.

As fachadas com painéis de concreto arquitetônico apresentam características superficiais diferenciadas, tais como: texturas, micro relevos obtidos por moldes especiais; e cores obtidas com o uso de cimento branco, pigmentos e exposições de granilhas. Outra modalidade de pré-fabricados arquitetônicos são os painéis leves de GRC, Glassfibre Reinforced Concrete, realizados com argamassas reforçadas com 5% de fibra de vidro resistente aos álcalis do cimento. O projeto e desenvolvimento destes painéis podem aumentar o desempenho acústico e higrotérmico, de modo a satisfazer as exigências nor-mativas para as diferentes zonas bioclimáticas estabelecidas pela NBR 15220 e reduzir consideravelmente o consumo energético dos edifícios. Os painéis compostos com matriz cimentícia não são combustíveis, recebendo a classificação M0, segundo a norma UNE 23727. Podem apresentar resistência ao fogo de até 180min, de acordo com o número de camadas e dos materiais isolantes. Esta tecnologia possibilita o desenvolvimento de aspectos compositivos das fachadas, melhoria do desempenho e aumento da vida útil da construção, tornando-a adequada a edifícios em ambientes agressivos e sob condições climáticas desfavoráveis.

Prof. Dr. Fernando Barth (foto)
Arq. MSc. Luiz H. M. Vefago
UFSC

www.labsisco.ufsc.br

 
   
 
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