A constante busca, pelo melhor produto impermeabilizante,
será, sempre, postura profissional da maior importância.
Ou seja: QUANDO se tratar, de fato, de um
dano a ser evitado – ou
reparado – pela ação de um desses produtos,
tais cautelas farão toda a diferença.
E porque insisto no “QUANDO” ?....
Porque já “estou careca” de verificar
que a maioria, absoluta, das infiltrações prediais,
que encontro em minhas inspeções - sob terraços
expostos, sacadas, boxes de banho, etc –, ocorrem POR
TRÁS e POR BAIXO da impermeabilização
existente. De fato, vejamos:
1 – Nenhuma elevação, de manta ou película
moldada “in-loco”, pode elevar-se, nas periferias,
além de uns 20 ou 30 centímetros, pois o emboço,
por falta de chapisco, nestas faixas, “despencaria”.
2 - Desejáveis inserções de mantas
nos paramentos (paredes ou platibandas) raramente serão
contínuas, pois pilares ou pilaretes não podem
ser cortados.
3 – Emboços, sobre elevações
de mantas, raramente são armados; e quando o são,
o “telamento” de reforço raramente se
eleva até o emboço são (ancorado em
chapisco), para assegurar a integridade da faixa.
4 – A estanqueidade pluvial dos paramentos verticais – notadamete
fachadas e muros divisórios – costuma ser muito
precária, o que implica em absorção
de chuva e em sua migração, via gravidade,
pelo interior da parede. E as paredes de boxes, encharcadas
dos dois lados, dispensam mais comentários.
Vejam o caso de um terraço exposto: como as águas
de São Pedro não se obrigam a chegar, ao plano
impermeabilizado, da mesma forma que faz o enganoso enchimento
(da rasa “piscina”) com mangueira de jardim,
a culpa pelo freqüente “retorno” das infiltrações
acaba sendo posta no lombo da equipe de fez a reforma.
Quanto à garantia, habitual, de 5 anos: como esta
se refere ao PRODUTO (manta, emulsão, etc, etc), o
fabricante “tira o dele da reta”, jurando, também,
que a falha “só pode ter ocorrido durante a
aplicação”...
Ora, se a chuva infiltrou-se POR TRÁS e SOB da camada
vedante, garantias de 5, 50, ou 500 anos terão a mesma
e ridícula utilidade.
Outro absurdo, que tenho observado, é a obtusa inserção
de tubos extensores, nos condutores pluviais, para assegurar
a “perpendicularidade” da grelha coletora (também
dita “ralo”). Como se pode perceber, tal artifício
tende a represar o “micro lençol freático” que
flui sobre a manta (sob a camada de proteção
mecânica), agravando o fenômeno da eflorescência
calcária decorrente da natural (e inevitável)
evaporação das chuvas que percolaram pela porosidade
do piso acabado. Resultado: manchas esbranquiçadas
e solturas de lousas...
Mas o leigo quer porque quer: “- Vazou
?.. Troca a manta !!...”
( e as empreiteiras, por óbvio, festejam ...) Resumindo:
antes de contratar o primeiro “manteiro milagroso” que
bate á sua porta, o condomínio deveria fazer
um teste de estanqueidade, restrito ao “reservatório” existente
(como fazem, no final das reformas, todas as empresas do
ramo), com simples tamponamento dos ralos e enchimento a
mangueira. A surpresa poderá ser grande...
|