Estar à frente de um conselho de regulamentação
profissional, seja Federal ou Regional, ou ainda integrar
seu corpo de conselheiros, significa representar, no caso
do Sistema Confea/Crea, perto de 900 mil profissionais da área
tecnológica brasileira. Comparada a medidas, quilômetros,
por exemplo, essa representação cobriria todo
o território nacional, já que os profissionais
que representamos estão por toda a parte: nas florestas,
nos campos de petróleo, nas minas, nas plantações,
na indústria. São agrônomos, engenheiros,
geólogos, geógrafos, arquitetos, meteorologistas,
tecnólogos e técnicos que nas mais variadas
funções respondem por 70% do PIB nacional.
Em
nosso caso, desde presidentes, passando por conselheiros
e chegando a cada um dos componentes do corpo funcional,
todos sabem que é preciso aumentar a participação
desses profissionais no processo eleitoral do Sistema Confea/Crea.
Quanto mais eleitores, mais forte se torna a representação
e maior nosso poder de influenciar em ações
como a tramitação de projetos de lei no Congresso
Nacional, tanto de interesse dos profissionais quanto da
sociedade. Um deles é o que regulamenta o Estatuto
das Cidades e cria a prestação de serviços
gratuitos para a construção de casas para
famílias de baixa renda e que terá reflexos,
inclusive, no ordenamento das grandes cidades.
A
força dessa representação e a transparência
administrativa, somadas ao planejamento estratégico
têm demonstrado resultados palpáveis nas ações
capitaneadas pelo Confea, entre elas a assinatura de convênios
com o Ministério da Educação (MEC),
Associação Brasileira das Instituições
de Pesquisa Tecnológica (Abipti), Confederação
Nacional da Indústria (CNI) e Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Dentro desse
quadro, a realização no Brasil, do 3º Congresso
Mundial de Engenheiros é outra iniciativa de destaque.
No próximo dia 04 de junho, das 09 às 17h,
horário local, cobrindo todo o território,
urnas eletrônicas programadas pelo TSE estarão à disposição
dos eleitores nas sedes do Confea em Brasília, dos
Creas - nas capitais, nas inspetorias e também em
escritórios e representações locais
dos Conselhos Regionais.
Serão eleitos os ocupantes de cargos de presidentes
do Conselho Federal e de 27 Conselhos Regionais de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia. Também estão em disputa
sete cadeiras do plenário federal. Elas serão
ocupadas por representantes das Instituições
de Ensino Superior do grupo de Engenharia, e dos seguintes
Estados e Modalidades: Pará/Industrial; Paraíba/Eletricista;
Goiás/Civil; Tocantins/Agronomia; Pernambuco/Arquitetura;
e do Rio de Janeiro/Técnicos Agrícolas.
Com
duração de três anos, os mandatos
vigoram de janeiro de 2009 a dezembro de 2011. São
três anos durante os quais muito se pode fazer para
atualizar a legislação profissional às
práticas e necessidades de um mercado de trabalho
que só tende a crescer tendo por base o ritmo de desenvolvimento
alcançado pelo país, especialmente em 2007,
quando o PIB alcançou 5,2%.
Embora
o voto não seja obrigatório, a participação
de eleitores na decisão dos destinos do Sistema confea/Crea
vem aumentando. Em 2003, foram cerca de 55 mil eleitores.
Em 2006, quando da última eleição, perto
de 70 mil profissionais compareceram às urnas.
O
Confea vem trabalhando insistentemente para tornar o processo
eleitoral cada vez mais transparente. As urnas do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), a parceria com o Movimento de
Combate à Corrupção Eleitoral, a proposta
de um debate entre os candidatos à presidência
do Confea - a ser transmitido por nosso programa de TV
Pensar o Brasil - são ações que demonstram
empenho na lisura de nossas eleições.
Encerrada
a votação e iniciados os trabalhos
de apuração, além dos nomes eleitos,
saberemos quantos eleitores tivemos. Anunciar que essa participação
superou nossas expectativas será uma das melhores
notícias a ser publicada por nossos veículos
de informação.
Participe!
Eng.
agrônomo Ricardo Veiga
vice-presidente
no exercício da Presidência do Confea
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