Natural de Florianópolis, o artista plástico
(e também administrador e editor de livros) Mário Rogério
Feijó optou pela arte abstrata por considera-la uma das mais individualistas. "A
escolha pelo abstrato decorreu em função de que o artista consegue
através deste trabalho dizer tudo o que sente, sem necessariamente ser óbvio",
afirma. Parte da sua obra, que compõe a exposição Tramas,
ficou exposta de 22 de agosto a 12 de setembro de 2005 no espaço cultural
da sede do CREA-SC.
São quadros que, segundo o autor, "refletem
as cores e a beleza da vida". As linhas de cores fortes
e traços rústicos, que retratam elementos da
natureza e conceitos abstratos, surgem por meio da técnica
de acrílico sobre tela combinada a materiais inusitados
como juta, barbante, areia e cola. O processo de desenvolvimento
da técnica que mistura materiais foi experimental
no princípio. "Depois concretizou-se na troca
de informações com outros artistas", explica.
Feijó começou a pintar
em julho de 2004, de forma autodidata – o interesse por arte o levou a
procurar o curso de desenho artístico no Centro Integrado de
Cultura (CIC). "De certa forma sempre estive envolvido
com a arte, em especial poesia e litratura. O que me levou
a pintar foi o fato de ser editor de uma revista (de Ciências
Humanas, na UFSC) e estando sem serviço resolvi comprar
umas telas e pintar". Hoje já tem mais de
100 trabalhos produzidos e 8 exposições no
currículo.
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