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Encontro
Nacional da ASCOP debate ética profissional |
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| >> Representantes de 15 conselhos participaram do evento; |
Evento,
realizado em Florianópolis, Santa Catarina, reuniu presidentes,
dirigentes e técnicos de Conselhos Profissionais de todo o país,
que
endossaram documento em favor da ética
Lideranças e dirigentes dos Conselhos Profissionais
do país,
reunidos no I Encontro Nacional dos Conselhos Profissionais que
ocorreu de 29 a 31 de março em Florianópolis, endossaram
um documento expondo a preocupação do Segmento
com "a relativização da ética nas Instituições
Públicas e Privadas do país".
A Carta de Florianópolis, assinada por
representantes de 23 Conselhos
Profissionais, presentes ao evento, entre eles o presidente do
CREA-SC, Eng. Agrônomo Raul Zucatto, ressalta o compromisso
de "efetivar, de
forma integral e integrada, o estímulo à fiscalização
técnica e ética em
todos os procedimentos e participações dos profissionais,
conselheiros e
colaboradores nos respectivos campos de atuação".
A Ética Profissional foi o
tema principal do Encontro, promovido pela ASCOP (Associação
dos Conselhos
Profissionais de Santa Catarina).
"O momento nos permite analisar a conjuntura
atual, discutir e produzir alternativas pontuais. Somos responsáveis
pela
formação integral do cidadão, e devemos agir
como agentes propulsores de
mudança", resumiu o presidente da ASCOP, Adriano Zanotto,
presidente
licenciado da OAB de Santa Catarina.
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| >> Presidente
do CREA-SC ressalta a importância da integração
entre os Conselhos e as instituições de ensino |
O vice-presidente da OAB Nacional, Aristóteles
Atheniense, foi o palestrante
convidado para abrir o Evento, com o tema "Ética Profissional".
Segundo o
advogado, "a ética está em crise. A questão é um
desafio contemporâneo para
o País, e deve ser tratada como prioridade para reconstrução
do papel social
profissional", defendeu. Para concretizar essa perspectiva é necessário
aplicar esse conceito no dia-a-dia. "A solução é reformular
o Estado, os
valores e principalmente a mentalidade das pessoas. Perde-se tempo
em
discutir o conceito e não alternativas de aplicação.
Por mais que o mundo se
transforme, a ética continua a ser um tema recorrente",
argumentou.
Qualidade - A obrigatoriedade de se fazer um exame
de capacidade técnica
para ter o direito de exercer uma profissão regulamentada
também foi um dos
temas debatidos no Encontro. A mesa que debateu o Exame de Suficiência
Profissional foi coordenada pelo presidente do CREA-SC, Eng. Agrônomo
Raul Zucatto.
Com exceção do exame da Ordem dos
Advogados,
ainda não existe uma legislação específica
que prevê a aplicação do exame
para avaliar a formação acadêmica.
Para o presidente da ASCOP, Adriano Zanotto, presidente
licenciado da OAB/SC, com surgimento desenfreado de cursos de
Direito no País,
por exemplo, o exame da Ordem é um instrumento para evitar
a mercantilização do ensino e garantir a qualidade
da formação profissional. "A média de
aprovação no exame da OAB é de apenas 30%.
No ano de 2004, tivemos o pior índice, por conta da nova
formatação da prova. Constatamos com o resultado,
a fragilidade dos bacharéis na questão prática",
explicou Zanotto.
O Conselho Federal de contabilidade aplicava o
exame até 2004.
No ano passado, uma decisão liminar da justiça impediu
o Conselho de aplicar a avaliação. De acordo com
Juarez Domingues Carneiro, vice-presidente do Conselho, enquanto
o exame vigorou, cerca de apenas metade dos candidatos eram aprovados.
Depois de ser aprovado por unanimidade na câmara e no senado
um Projeto de Lei para o Conselho de Contabilidade aplicar a prova,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o vetou.
Rui Otávio Bernardes de Andrade, presidente do Conselho
Federal de Administração, também foi um dos
palestrantes. Ele citou o projeto do Ministério da Educação
de incluir a participação dos Conselhos na criação
de novos cursos. "Essa é sem dúvida uma grande
vitória, mas também uma responsabilidade enorme",
afirmou.
O
presidente do CREA-SC, Raul Zucatto, ressaltou que a integração
dos Conselhos profissionais com o setor é de extrema importância. "Uma
das metas da atual administração é criar o Fórum
Permanente de Educação, instância consultiva
do CREA-SC para assuntos de diretrizes curriculares, qualidade de
ensino, análise da viabilidade da criação de
novos cursos, estudos para exames de suficiência, entre outras
questões pertinentes à área de ensino",
lembrou.
O presidente do Confea, Eng. Marcos Túlio de Melo, discutiu
os novos paradigmas para a fiscalização do exercício
profissional. Ele sugere que os Conselhos façam uma ação
planejada com foco nas atividades profissionais para sanar o problema
do pequeno número de fiscais. "Vários conselhos
não têm sequer um fiscal. Nunca teremos o número
de fiscais necessários para atingir o todo", afirmou.
Marcos Túlio de Melo também se mostrou preocupado
com o cenário atual, onde "há um interesse para
a desregulamentação das profissões".
Como paradigmas para a fiscalização, o engenheiro
acha que os conselhos devem participar na formulação
de políticas públicas, ter um compromisso com a transparência
e conscientizar os profissionais, os conselheiros e os colaboradores
da responsabilidade de ser agente público.
Durante o encontro também foram debatidos os temas: Fiscalização
do
Exercício Profissional, Formação e Desempenho
Profissional, e o Novo Papel
dos Conselhos Profissionais. A iniciativa de realizar o evento
foi aplaudida
pelos conselhos participantes.
Participaram do evento, representantes do CREA-SC, e Conselhos
Federais e Regionais de
Administração, Biblioteconomia, Biologia, Contabilidade,
Corretores de
Imóveis, Despachantes Documentalistas do Brasil, Economia,
Educação Física, Enfermagem, Farmácia,
Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiogia, Medicina, Medicina
Veterinária,
Nutrição, Odontologia, Ordem dos Advogados do Brasil,
Psicologia, Química,
Radiologia, Relações Públicas, Representantes
Comerciais, Serviço Social.
Leia na íntegra do documento aprovado
no I Encontro Nacional de Conselhos
Profissionais
CARTA
DE FLORIANÓPOLIS
Os
Conselhos Profissionais de Administração, Biblioteconomia,
Biologia,
Contabilidade, Corretores de Imóveis, Despachantes Documentalistas
do
Brasil, Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Economia, Educação
Física,
Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional,
Fonoaudiogia,
Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição,
Odontologia, Ordem dos Advogados
do Brasil, Psicologia, Química, Radiologia, Relações
Públicas,
Representantes Comerciais, Serviço Social, participantes
do I ENCONTRO
NACIONAL DE CONSELHOS PROFISISONAIS, realizado em Florianópolis,
deliberaram
manifestar à Sociedade Brasileira preocupação
com a relativização da Ética
nas Instituições públicas e privadas do país.
Certos
de que no desempenho das suas funções, os
Conselhos Profissionais
desenvolvem ações para construção de
um país mais justo e solidário,
buscando garantir a universalização da prestação
de serviços de qualidade a
todos os brasileiros, com responsabilidade ética, conforme
direitos sociais,
sobretudo os definidos pela Constituição Federal.
Mediante este documento,
assumem o compromisso de efetivar, de forma integral e integrada,
o estimulo
à
fiscalização técnica e ética em todos
os procedimentos e participações dos
profissionais, conselheiros e colaboradores nos respectivos campos
de
atuação como agentes públicos, bem como na
formulação de políticas públicas.
Reconhecem que a difusão e a defesa da ética são
as razões precípuas da
criação dos Conselhos Profissionais, que com sua
articulação nacional,
tornam-se um poderoso instrumento de transformação
e construção de um país
mais ético e desenvolvido.
Florianópolis, SC, 31 de março
de 2006.
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