Tombamento
da praça Dogello Goss, contenção
de cheias e IPPUC estão entre os objetivos
A Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Concórdia
e Microrregião (Aecom), completa 25 anos em agosto. De
acordo com o presidente da entidade, Nésio Tumelero, entre
os objetivos dos festejos estão abrir espaço e
envolver os técnicos nos problemas da sociedade. “Temos
força de indução, podemos lembrar e ajudar
a população a pensar”, diz.
Como ações para marcar a comemoração,
há a intenção de tombar a praça Dogello
Goss como patrimônio histórico. “Temos que
cuidar do passado para não cometermos os mesmos erros
no futuro”, comenta. Além disso, o grupo pretende
dar atenção especial ao problema das cheias no
município. “Queremos corrigir problemas físicos
dentro da nossa área urbana que são os problemas
das cheias, dos 15 metros. Tudo isso tem soluções
com o mesmo gasto. Quando estou fazendo uma proteção
de cheias tenho que lembrar que posso aproveitar aquela água.
Temos que ter uma visão mais completa das soluções.
Não dá para encomendar os projetos aos pedaços”,
argumenta.
O engenheiro
Pedro Somacal observa que até hoje só foram
buscadas soluções paliativas para o problema do
Queimados. Acrescenta também que o problema do trânsito
vem se agravando. “Conheço Concórdia há 30
anos. Quando cheguei aqui tinha pouco movimento dentro da cidade.
Quase não havia veículos em trânsito. Era
comum passar o final de semana e ver só um ou dois carros
passando na rua. As ruas de hoje são as mesmas daquela época.
Não houve incremento de novas vias e novos desvios. Deveria
haver um órgão de planejamento para que as soluções
sejam providenciadas. Fico imaginando como será o trânsito
daqui a 30 anos”, comenta. Ele destaca que o município
tem seus méritos. “A cidade está muito bonita,
bem cuidada, limpa. O que nos preocupa é o futuro dela,
como iremos mantê-la”, acentua.
A arquiteta
Sandra Poletto diz que, depois de criado, o Instituto de Pesquisa
e Planejamento Urbano de Concórdia (Ippuc)
seria mantido pela administração municipal. “É como
se fosse um Fundação de Cultura”, compara. É um órgão
que tem autonomia. O corpo técnico deste tipo de Instituto é formado
por engenheiros e arquitetos que discutiriam permanentemente
projetos para a cidade, como ajuste urbano, e manteriam atualizado
o Plano Diretor, entre outras ações. “A cidade é um
organismo vivo, não tem como estabelecer uma regra e nunca
mudá-la. Conforme a cidade vai mudando vão se criando
novas regras para que ela se mantenha”, encerra.
Juliane Wierzynski
juliane@ojornalcda.com.br