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ABES-SC e Instituto Trata Brasil apresentam diagnóstico exclusivo sobre saneamento em Santa Catarina |
A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental de Santa Catarina - ABES e o Instituto Trata Brasil apresentaram no dia 09/06, no auditório do CREA-SC um diagnóstico exclusivo sobre a situação do saneamento em Santa Catarina x os investimentos do PAC, além de pesquisa inédita da Fundação Getúlio Vargas sobre os impactos na saúde, educação, trabalho e turismo estadual. Aproximadamente 70 pessoas representantes de diversos setores ligados ao saneamento no Estado participaram do evento que contou também com as presenças do Secretário Nacional de Saneamento, Eng. Civil Leodegard Tiscoski e do presidente do CREA-SC, Eng. Agr. Raul Zucatto.
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Raul Pinho, diretor do Instituto TrataBrasil, Eng. Paulo Aragão, Presidente da ABES-SC, Eng. Leodegar Tiscoski, Secretário Nacional do Saneamento e Eng. Raul Zucatto , Presidente do CREA-SC |
Dados sobre os investimentos atuais e a demanda necessária para universalização do acesso ao saneamento foram demonstrados pela ABES. Santa Catarina apresenta um dos piores índices de coleta de esgoto do país – até 2007 apenas 12,97% da população catarinense tinha acesso à rede de esgoto – e vêm se destacando negativamente em abastecimento de água, principalmente no verão. A falta de rede geral de esgoto atinge hoje 53% da população brasileira. Nesta velocidade, o país vai demorar 56 anos para que o déficit de acesso a esgoto tratado seja reduzido à metade. Há décadas, o Brasil investe apenas 1/3 do necessário em saneamento para atingir a universalização num prazo de 20 anos.
O Secretário Leodegard Tiscoski informou que o Programa de Aceleração do Crescimento prevê investir em Santa Catarina o valor de R$ 523.963.780,63 neste ano, mas ressaltou que existe uma perda nacional de 48% do investimento nesta área. Já o Instituto Trata Brasil destacou os principais resultados da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que espelha a situação do acesso à rede de esgotamento sanitário em comparação com outros serviços públicos e os impactos da falta do saneamento. A pesquisa faz um cruzamento dos dados sobre saneamento básico do IBGE e compara o percentual da população brasileira atendida em todos os Estados. Os serviços de coleta estão ligados diretamente as três dimensões do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): saúde, educação e renda. Cerca de 80% do esgoto produzido no país não é tratado e 65% das internações hospitalares de crianças com menos de dez anos decorrem de doenças provocadas pela falta de saneamento.
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