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[11-08-2017]

Instituições pan-americanas querem o engenheiro universa

 

No segundo dia da 74ª Soea, a palestra sobre “Inserção Internacional do Sistema Confea/Crea – Avanços e Perspectivas”, ministrada pelo presidente da Fédération Mondiale des Organisations d’Ingénieurs – FMOI, Jorge Spitalnik, e pela presidente da Unión Panamericana de Asociaciones de Ingenieros – Upadi, Maria Tereza Dalenz Zapata, com participações da presidente eleita da Upadi, Maria Teresa Pino, e dos vice-presidentes da entidade para o Caribe, Região Bolivariana, América Central, Cone Sul e América do Norte, respectivamente Benjamin Colucci, Diana Spinoza, Lucas Blasina e Raymond Issa, além de Aridai Herrera, secretário da Upadi, trouxe à baila um assunto de grande interesse para os profissionais que enxergam possibilidades de trabalho em outros países e também para empresas que optam pela contratação de estrangeiros: a mobilidade internacional das pessoas físicas que atuam nas diversas profissões do Sistema Confea/Crea. A delegação do CREA-SC que participa da 74ª SOEA com apoio institucional e financeiro da Mútua Caixa de Assistência dos Profissionais e do Confea, acompanhou os debates.

Segundo Spitalnik, “a união das entidades para discussão da causa comum em eventos como a Soea é de crucial importância na busca pela uniformização de conteúdos acadêmicos, com uma qualidade de formação educacional que possa levar os profissionais a práticas compatíveis com as exigências de outros países”. O presidente da FMOI afirmou em sua apresentação que “a FMOI, a Upadi, o Confea e a Febrae, juntos com outros organismos internacionais, têm construído acordos binacionais e até mesmo multilaterais que possibilitarão a tão desejada mobilidade internacional”.

Maria Teresa Dalenz informou que a Upadi, criada em 1949 com 16 países, conta hoje com 29 membros, e resumiu as funções legislativa e técnica do órgão, afirmando que sua principal missão é fomentar a atualização e a capacitação profissional por meio de congressos e eventos do gênero. Quanto à inserção da mulher nas Engenharias, a palestrante disse que as novas gerações têm lutado mais pela equidade de gênero, “mas ainda encontramos problemas gerados por preconceito nos campos laboral, acadêmico, social, político, cultural e de comunicação. Os estereótipos ainda prevalecem, quando alegam que nossas atividades não são carreiras de mulher”. Maria Teresa finalizou sua participação apresentando resumos biográficos de várias profissionais que passaram para a história por conta de feitos tecnológicos inspiradores.

 

Maria Teresa Pino falou sobre a complexidade da padronização dos perfis profissionais. “Os currículos são diferentes em cada país, os modelos de regulação profissional também, pois cada região tem as suas particularidades, mas só os tratados e protocolos comuns podem levar os profissionais a uma circulação internacional”. Segundo a presidente eleita da Upadi, “o trabalho das nossas instituições vem progredindo com a elaboração de documentos como o Acordo Marco e o Código de Ética, além da prescrição de Soluções para Controvérsias”. “Na verdade já somos reconhecidos como assessores dos governos para o projeto de livre circulação internacional de profissionais”, frisou.

 

Já Benjamin Colucci falou sobre Segurança Rodoviária, “a prioridade nº 1 na Costa Rica”, salientando que os países pan-americanos precisam se aprimorar no quesito educação e prevenção de acidentes de trânsito. Para Diana Spinoza, “o desenvolvimento da construção civil e das infraestruturas requer a concepção de um engenheiro universal, mas na medida em que o certificamos, certamente encontraremos problemas de corrupção, o que temos de combater veementemente”. Lucas Blasina reforçou a necessidade de enfrentar o desafio da união pan-americana, Raymond Issa conclamou os profissionais à tarefa de incentivar as novas gerações para as carreiras da Engenharia e Aridai Herrera adotou a mesma linha de pensamento, afirmando que “é necessário que a juventude se enamore pela profissão”.

 

Equipe de Comunicação do Confea/Crea e Mútua


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