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[06-02-2018]

Entrevista do presidente Eng. Agr. Ari Geraldo Neumann ao Confea

Entrevista concedida ao Confea pelo Eng. Agr. Ari Geraldo Neumann, presidente do CREA-SC

 

Currículo 

Engenheiro Agrônomo formado pela Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em 1971. Extensionista Rural da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa - EPAGRI (1972/1993); Secretário de Agricultura de Concórdia-SC (1993/1996); Agente Técnico e Gerente Regional da EPAGRI (1996/2001); Diretor Estadual da EPAGRI (2001/2003); Diretor de Política Rural da Secretaria do Estado de Santa Catarina (2003/2010). No CREA-SC: Assessor da Presidência e Chefe de Gabinete (2010/2017); Criou o Programa CREAjr-SC; Inspetor-Chefe em Concórdia (2000/2001); Conselheiro da Câmara Especializada de Agronomia (2003/2008). Entidades de Classe: Diretor, Vice-presidente e Presidente da AEASC – Associação de Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina. Galardoado com a Medalha do Mérito de Santa Catarina (2009).

 

Neste triênio à frente do Crea, quais os principais desafios já mapeados que demandam esforço e atuação? Eles constam da agenda de prioridades, como serão tratados e quais resultados positivos irão gerar?

Algumas questões são prioridades, entre elas, a fiscalização, a valorização profissional e o relacionamento com a sociedade. Nossa fiscalização preventiva e orientativa vem obtendo resultados crescentes com medidas de conscientização da população sobre a importância da participação técnica do profissional. É nesse sentido que queremos avançar e incrementar as ações sempre com a utilização de novas tecnologias. Nosso aplicativo de denúncia é um exemplo que possibilita a participação da sociedade de forma interativa com informações sobre obras e serviços irregulares. O relacionamento com as entidades de classe e instituições de ensino é outra prioridade. Precisamos assegurar e fortalecer a autonomia das entidades de classe que são a base do Sistema e que nos representam no Plenário. Da mesma forma, queremos maior interação com as instituições de ensino. Um dos caminhos é a consolidação do Programa Creajr, que já é um dos maiores do país, com mais de 25 mil acadêmicos cadastrados. A harmonia entre as diferentes modalidades profissionais que compõem o Sistema é fundamental para conquistarmos resultados positivos e coerência em todas as ações desta gestão.

 

O senhor acredita que o Sistema Confea/Crea e Mútua demanda uma readequação de seus procedimentos? Por quê? Se sim, qual tipo de reestruturação é necessária e como a gestão do senhor irá atuar neste sentido?

 

Toda instituição precisa estar constantemente aperfeiçoando e aprimorando os procedimentos, buscando soluções para os impasses. O Sistema Confea/Crea e Mútua é um dos maiores e mais antigos do país. Uma das readequações é justamente encontrar dispositivos legais para assegurar e fortalecer a autonomia das entidades de classe. Também é preciso consolidar a aplicabilidade da Resolução 1.073/2016 que trata das atribuições profissionais, garantindo a integração entre as diferentes categorias. No caso da fiscalização do exercício profissional, há um distanciamento entre a criação dos dispositivos legais e sua aplicabilidade. É necessário inserir a fiscalização, que representa a interface do Sistema com a realidade social, no debate destas temáticas, aproveitando sua experiência e conhecimento prático. A informatização dos procedimentos e processos, não só nas câmaras especializadas, mas também administrativos, é fundamental para reduzirmos burocracias e atingirmos a meta de zero em utilização de papel. O Sistema necessita de mais agilidade, abrangência e participação profissional com a realização de eleições pela internet. Outra questão fundamental é a federalização do Plenário. Os regionais precisam de um representante por estado em tempo integral. É relevante também incrementar a participação do Sistema Confea/Crea e Mútua na agenda parlamentar junto ao Senado e Câmara Federal. O CREA-SC, historicamente, tem se posicionado de forma imperativa em defesa dos direitos profissionais. Assim, pretendemos atuar, sempre com coerência e bom senso, prezando pelo diálogo democrático e pelo consenso entre os nossos representantes.

 

Acredita que a integração dos Creas dentro da região geográfica e de forma nacional é importante? Se sim, quais caminhos possíveis, dos pontos de vista institucional e político? Quais vantagens esse movimento pode gerar para o Sistema e para os profissionais do setor?

 

Temos experiências positivas com o CREASUL em que projetos de interesse comum são discutidos dentro de uma visão abrangente e encaminhados ao Confea, obtendo maior representatividade perante o Sistema. No entanto, temos um país com grande extensão territorial com características regionais distintas, assim como Creas com realidades diferentes. Este é o desafio de implantar um projeto nacional de gestão. Acredito que o consenso entre regionais pode contribuir para que o Confea identifique quais as necessidades mais urgentes e quais projetos devem ser prioritários. Os interesses institucionais devem estar no foco das decisões e acima dos interesses políticos.

 

Muito se fala na responsabilidade e habilidades dos profissionais registrados no Sistema Confea/Crea como contribuições diretas para o desenvolvimento do Brasil e para a implantação de políticas públicas que levem à retomada do crescimento nacional. Qual a opinião do senhor sobre essa viabilidade?

 

O Brasil vive um momento de transição com a possibilidade de retomada do crescimento econômico. No entanto, o contexto político ainda é instável com eleições presidenciais neste ano. A participação dos profissionais do Sistema, tendo como vanguarda o conhecimento técnico científico, é incontestável para o crescimento do país. Precisamos aprimorar a comunicação do Sistema com a sociedade, com a mídia e com os profissionais, nos posicionando de forma rápida, segura e eficaz diante dos acontecimentos relevantes que demandam o conhecimento e a contribuição técnica-profissional.  A Agronomia e a Engenharia têm inserção expressiva na economia em diferentes frentes como a extração de recursos naturais, a indústria e a infraestrutura, que abrange setores como saneamento, água e energia, transporte público, mobilidade, habitação e sustentabilidade ambiental. São obras sistêmicas que geram uma enorme cadeia produtiva. A construção civil, por exemplo, influencia diretamente no equilíbrio do PIB brasileiro, ora impulsionando, ora freando o crescimento do país. Da mesma forma o agronegócio, seja no mercado externo com contribuição expressiva no equilíbrio da balança comercial, seja no mercado interno gerando empregos e produzindo alimentos para o consumo dos brasileiros.


CREA-SC - Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina

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