20
de Dezembro de 2001
número 046
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Boas
Festas! |
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Neste
Natal e Ano Novo, além de lembrar
dos presentes, da ceia, da árvore,
da iluminação e, principalmente,
de começar a renovar aquele espírito
de paz e harmonia, lembre-se de
que o CREA-SC é um pouco de tudo
isto. Porque o trabalho dos nossos
profissionais está presente em
cada detalhe da sua comemoração!
O Conselho deseja a você um Feliz
Natal e um Ano Novo de muitas
conquistas! |
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Manchetes |
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Caixa de Assistência pesquisa
realidade do profissional catarinense |
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Espaço cultural : inscrições
abertas |
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Colégio de Inspetores reúne-se
para avaliação |
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-
CREA-SC firma convênio com Junta
Comercial |
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Cursos
e Eventos |
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Prêmio Caixa IAB 2001 |
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Prêmio da Associação
Brasileira de Engenheiros Mecânicos |
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Agenda |
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Eventos de 06 a 15 de Janeiro
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Expressas |
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Expediente de fim de ano |
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Segurança do Trabalho: parceria
entre CREA, DRT e Fundacentro |
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Web terá espaço para artigos |
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Caixas de leite podem proteger telhado |
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DRM-RJ realiza Concurso Público |
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Dicas |
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Literatura |
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Artigo |
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"A Globalização de
Natal" - Eng.Claude Pasteur Faria |
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Caixa
de Assistência pesquisa realidade profissional
catarinense |
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Com
o objetivo de otimizar as ações, atendendo
melhor a expectativa dos profissionais registrados,
a Caixa de Assistência do CREA-SC realizou
em conjunto com as Caixas do sul do país
uma pesquisa de mercado no mês de outubro.
Apenas 5% dos profissionais registrados
no CREA-SC conhecem, de uma forma mais aprofundada,
a Caixa de Assistência e a Mútua. O levantamento
foi feito pelo Instituto Mapa de Florianópolis,
onde foram entrevistados 300 profissionais
do estado escolhidos aleatoriamente.
A pesquisa constatou
também que cerca de dois em cada três profissionais
registrados não possuem planos de previdência
complementar, sendo que 23% destes pretendem
adquirí-lo. Dentre os benefícios que a Caixa
poderia vir a disponibilizar o maior grau
de interesse dos entrevistados foi o de
convênio para compra diferenciada de bens,
seguro de vida em grupo, seguro de responsabilidade
civil e bolsa de emprego. "A faixa etária
dos nossos profissionais é em sua maioria
jovem, conforme constatamos na pesquisa,
e isto favorece a formatação do seguro de
vida em grupo, com um custo menor", afirma
o coordenador da Caixa no Estado, Eng. Civil
Gelásio Gomes.
A Caixa de Assistência
Regional em Santa Catarina já está funcionando
na sede em Florianópolis, localizada na
Rua dos Ilhéus, 46, sala 103 - Centro. Maiores
informações pelo fone (48) 324-2317 ou por
e-mail: caixacreasc@linhalivre.net.
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Espaço
Cultural |
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Estão
abertas até o dia 25 de janeiro, as inscrições
para o Espaço Cultural do CREA-SC, destinado
a artistas plásticos, inclusive profissionais
registrados no Conselho, que podem expor
seus trabalhos sem custo de locação. O Espaço
foi reaberto em julho de 2000 e durante
este ano foram apresentadas 13 exposições,
incluindo pinturas a óleo, fotos, esculturas
e obras em vidro. Atualmente o local mostra
as telas da artista Ana Búrigo - dípticos
em técnica mista, inclusive textura com
papel de seda e com areia, em temas florais
e marinas. O horário de visitação é das
12 às 18:30 horas. Interessados em reservar
o Espaço, entrar em contato através do fone
(48) 334-1733, ramal 158 ou pelo e-mail
eventos@crea-sc.org.br.
Para conferir as últimas exposições clique
aqui.
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Colegiado
de Inspetores reúne-se para avaliação |
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Os
Inspetores Chefes das regionais do CREA-SC
estiveram reunidos no último dia 14, em
Florianópolis, para avaliar o desempenho
individual de cada inspetoria. O encontro
contou com a presença do presidente do Conselho,
Eng. Civil Celso Ramos Fonseca, que apresentou
dados estatísticos de números de ARTs e
autos de infração registrados em cada regional.
A conclusão é de que a política de fiscalização
preventiva e não punitiva surtiu efeito,
já que durante este ano houve um aumento
significativo de Anotações de Responsabilidade
Técnica, e uma diminuição de autos de infração.
Durante o encontro os Inspetores Chefes
fizeram um planejamento de trabalho para
2002 e marcaram a próxima reunião para o
dia 11 de janeiro.
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CREA-SC
firma convênio com Junta Comercial |
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O
Conselho firmou no dia 18, última terça-feira,
um convênio com a JUCESC - Junta Comercial
do Estado de Santa Catarina, possibilitando
um intercâmbio de informações, para que
possam ser agilizados procedimentos dos
dois órgãos. Entre os benefícios para profissionais
e empresas, está o fato de que haverá maior
critério no registro de empresas nas áreas
de engenharia, arquitetura e agronomia,
que só poderão realizar o registro na Junta
se tiverem como responsável um profissional
registrado no Conselho. Esta exigência atende
ao artigo 5º da Lei 5194 do CONFEA, que
dispõe que empresas de engenharia tenham
em sua maioria engenheiros.
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Expediente
de fim de ano |
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Não
haverá expediente no CREA-SC, Inspetorias
e Escritórios nos dias 26, 27 e 28 de dezembro
próximos. |
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Segurança
do Trabalho: parceria entre CREA, DRT e Fundacentro |
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O
CREA-SC esteve reunido ontem em Balneário
Camboriú, com representantes da DRT, Fundacentro
e fabricantes de elevadores de obras para
avaliar os problemas existentes na fiscalização.
O objetivo da parceria é a adequação dos
equipamentos conforme a Norma NR18 (uma
das normas regulamentadoras de Seg. do Trabalho).
A próxima reunião será em fevereiro na sede
do Conselho.
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Web
terá espaço para artigos |
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Desde a última
edição (045) o WebCREA está publicando
artigos assinados. Os artigos devem ter
no mínimo 3.500 e no máximo 5.000 caracteres
(com espaços), serem escritos por profissionais
registrados no sistema, e tratarem de temas
- técnicos ou não - de interesse das áreas
a que o sistema abrange. No caso de artigos
maiores, podem-se abrir exceções, de acordo
com a importância do tema. Os artigos devem
ser enviados para comunicacao@crea-sc.org.br,
e se o profissional tiver fotos de boa qualidade
pode enviá-las junto, escaneadas com boa
resolução. O CREA-SC não publicará artigos
que falem a respeito de produtos e /ou serviços.
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Caixas
de leite podem proteger telhado |
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As
caixas de leite tipo "longa vida" podem
ser reaproveitadas para a confecção de material
de construção como isolante térmico de telhados.
A proposta, resultado de pesquisa na Unicamp
- Universidade Estadual de Campinas, além
de reaproveitar um material poluente (uma
embalagem de leite pode levar até cem anos
para se decompor), soluciona de forma econômica
o problema das altas temperaturas em construções
que usam telhas de cimento-amianto, como
casas populares, oficinas e escolas públicas.
Maiores informações no site do Centro de
Informação Metal Mecânica: www.cimm.com.br/noticia/cur686.htm
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DRM-RJ
realiza Concurso Público |
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O DRM-RJ -
Departamento de Recursos Minerais realiza
em parceria com o Instituto de Engenharia
Estadual, Concurso público para preenchimento
de 20 vagas (3 engenheiros de minas, 1 engenheiro
cartógrafo e 16 geólogos e geógrafos - dependendo
da especialidade). Inscrições na segunda
semana de dezembro e provas no início de
fevereiro 2002. Maiores informações via
e-mail: drm@drm.rj.gov.br
ou fones 021-6202525 ou 6206986.
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Por
Uma Arquitetura Silenciosa |
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06/01
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Casa
Collettânea, Porto Alegre/RS - Promovido por
Nau de Arquitetos e Urbanistas - Debate que
tem como convidado especial o Arq. Edson Mahfuz.
Serão comentários sobre algumas respostas
arquitetônicas ao caos da cidade contemporânea,
como a cenografia, a fragmentação e o que
o autor denomina arquitetura silenciosa.Mais
informações: | informa@naubr.com.br
| www.naubr.com.br
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Rio 02 - Evento Mundial sobre Clima e Energia
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15/01
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Período:
06 a 11 de janeiro de 2002
Local: Rio de Janeiro - Brasil
Informações: Na Home Page da SBMET
- Sociedade Brasileira de Meteorologia - www.virtualand.net/sbmet,
link eventos. |
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Prêmio
Caixa IAB 2001 |
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Estão abertas
até 11 de janeiro as inscrições para o Prêmio
Caixa IAB 2001. Voltado para arquitetos
e engenheiros o Concurso Público Nacional
busca de soluções para habitação e urbanização
de baixo custo no Brasil. As modalidades
são Habitação - Idéias e proposições para
soluções de baixo custo destinadas à construção
de habitações para população de baixa renda,
e Urbanismo - Idéias para soluções de baixo
custo para urbanização, preservação, saneamento
ou recuperação de áreas degradadas ou de
risco. O último dia para apresentação dos
trabalhos é 15 de fevereiro de 2002 e a
premiação é de R$ 9.000 para o primeiro
lugar nas duas modalidades. A ficha de inscrição
está disponível na página www.iab.org.br/premiocaixaiab2001
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Prêmio
da Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos |
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Já
estão abertas as inscrições para o prêmio
que será conferido pela ABEMEC - Associação
Brasileira de Engenheiros Mecânicos - a
estudantes e profissionais que apresentarem
as melhores soluções para o combate ao desperdício
de energia elétrica ou de água. A premiação
será realizada durante o Salão e Seminário
de Elétrica e Hidráulica, promovido pela
ABEMEC, que acontecerá de 15 a 17 de maio,
em Porto Alegre/RS. Uma comissão julgadora
está sendo formada para análise dos trabalhos
científicos que deverão ter aplicabilidade
e potencialidade de execução no mercado
brasileiro. As pré-inscrições podem ser
feitas pelo telefone (51) 3311-7350.
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História
da Arquitetura |
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Síntese
da arte de construir. Todos os desenvolvimentos
arquitetônicos relevantes recebem destaque
e todas as inovações técnicas e estruturais
que possibilitaram avanços arquitetônicos
são claramente explanadas. Introdução aos
5.000 anos da arquitetura mundial, narrada
com o auxílio de uma coleção inédita de
fotografias, projetos e mapas. (De Jonathan
Glancey; R$ 53,00; 242pp)
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ISS
na Construção Civil |
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A CEIC/SC
dispõe, para venda o livro ISS na Construção
Civil, escrito pelo Dr. Gilberto Gonçalves.
O livro custa R$20,00 e pode ser solicitado
diretamente aos SINDUSCON's.
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As
Plantas Tropicais de R. Burle Marx |
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Roberto
Burle Marx, falecido em 4 de junho de 1994,
foi um dos maiores paisagistas desse século
e o maior do Brasil em todos os tempos.
Este livro trata das plantas colecionadas
e ou utilizadas por ele em seus quase 1000
projetos de paisagismo executados ao longo
de sua vida profissional de mais de 70 anos.
Durante mais de 50 anos ele cultivou plantas
com características ornamentais trazidas
de todo o mundo tropical e principalmente
do Brasil. O livro contém 960 espécies de
plantas tropicais fotografadas.
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A
Globalização do Natal - Eng. Claude Pasteur
Faria |
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Papai
Noel desligou o telefone, chamou todo mundo
para uma reunião de emergência e, com o
semblante soturno e a voz trêmula, lançou
a notícia no ar: - Vamos ser globalizados.
Para obter
mais empréstimos do FMI, os governos da
Suécia, Noruega, Rússia e Finlândia haviam
se comprometido a modernizar todas as suas
empresas, e isto incluía até mesmo uma antiga
fábrica de brinquedos localizada na região
da Lapônia, dirigida por um tal de Noel,
que ainda utilizava um sistema manual de
produção, empregava trabalho voluntário
e dependia de transporte animal para a distribuição
dos produtos.
Apesar dos protestos,
bateram o martelo em Wall Street, colocando
uma pá de neve sobre a antiga empresa. Assumiu
o controle um banco de investimentos internacional,
associado a fundos de pensão brasileiros
(de algum lugar teria de vir o dinheiro).
De agora em diante, as palavras de ordem
seriam eficiência, agilidade e lucratividade.
A primeira providência
dos novos controladores foi a de despedir
Noel e instalar um "call center" para receber
os pedidos, que até então chegavam pelo
correio. Os novos tempos não comportavam
mais pessoalidades e amadorismos deste gênero.
Em seguida, redesenharam
o "modus operandi" da fábrica. Dispensaram
os anões e instalaram modernas máquinas
automatizadas operadas por computadores.
Por último, a distribuição.
Livraram-se do trenó, dos horríveis e fedorentos
ruminantes e terceirizaram o serviço, com
uma empresa multinacional de distribuição
de encomendas.
Concluídas as mudanças
fundamentais, buscaram a melhor agência
de publicidade disponível para vender a
nova imagem da companhia. A ordem era convencer
todo o mundo de que a modernização da fábrica
de brinquedos só traria vantagens e mais
satisfação aos consumidores.
A campanha publicitária
mostrava a imagem de uma mesa cheia de telefonistas
recebendo os pedidos, figuras angelicais
com lindos dentes brancos emoldurando expressões
de felicidade; em seguida, algumas tomadas
rápidas da fábrica, máquinas cuspindo brinquedos
como projéteis; por fim, um homem de uniforme
( calça branca, jaleco laranja e um indefectível
boné da mesma cor), descendo de um furgão
amarelo, sendo atendido à porta de uma casa
e entregando um pacote a uma criança. A
imagem se deslocava até o rosto sorridente
do entregador, em seguida a câmera abria
e o mostrava correndo em direção ao veículo,
pronto para outra entrega.
Logo começaram
a surgir os primeiros problemas. Quem telefonava
não recebia a devida atenção, pois a ordem
era não gastar mais do que 30 segundos com
cada cliente. As ligações se acumulavam
e eram dirigidas para um respondedor automático,
que solicitava ao desafortunado cliente
que ficasse discando números sem parar.
O serviço de atendimento ao consumidor começou
a ficar sobrecarregado de reclamações, mas
isto não foi suficiente para convencer os
novos controladores a modificar sua filosofia
de trabalho. "É só uma questão de tempo
para que todos se acostumem ", repetiam
os diretores da empresa, em uníssono com
os ideólogos da nova economia.
Os brinquedos,
quase sempre, não atendiam aos anseios das
crianças, pelo fato de que a linha de produção,
totalmente automatizada, não permitia muitas
variações de forma, de cor, de textura etc.
Era um autêntico "prêt-à-porter", em contraste
com o antigo método, artesanal, que se preocupava
com cada detalhe por menor que fosse.
Mas o pior mesmo
ficou reservado à distribuição. A empresa
contratada, que recebia por produção, obrigava
os entregadores a jornadas estafantes, e
as entregas acabavam sendo feitas sem a
atenção devida. As crianças, que antes ficavam
alegremente acordadas esperando pela chegada
do velhinho, passaram a se desinteressar,
pois não havia graça alguma em receber presentes
como se fossem cartas; as festas de Natal,
aos poucos, foram perdendo o encanto.
Em pouco tempo
a situação se complicou : os pedidos começaram
a escassear, a empresa já não podia honrar
seus compromissos financeiros com os bancos
estrangeiros (os bancos locais estatais,
como sempre, ficaram com o mico), pais de
crianças do mundo inteiro começaram a enviar
cartas aos seus governantes que, por sua
vez, passaram a pressionar seus embaixadores,
que passaram a solicitar audiências com
os embaixadores daqueles países nórdicos,
até que, finalmente, o tal de Consenso de
Washington foi convocado para uma reunião
de emergência...
Trouxeram de volta
o velho Noel, com suas renas e os anões.
Em pouco tempo, ele voltou a sair na véspera
de Natal conduzindo seu trenó, chegando
às residências, descendo pelas chaminés
e colocando os presentes debaixo das árvores
enfeitadas ou escondendo-os dentro dos armários.
Um seminário especial,
conduzido pelo FMI algum tempo mais tarde,
não foi capaz de fornecer uma explicação
micro ou macroeconômica sobre o que havia
dado errado no processo de globalização
do Natal. É que em Harvard, Stanford ou
na PUC-RJ ninguém havia ensinado às mentes
econômicas mais brilhantes do mundo que
o negócio de Papai Noel não era fabricar
brinquedos, mas vender sonhos. E sonhos,
cada um tem os seus.
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Confira
os números anteriores do
webCREA
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Número
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Data
de Divulgação
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035
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036
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037
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038
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039
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040
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041
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042
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043
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044
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045
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Desenvolvido
pela Assessoria de Comunicação com
apoio do Departamento de Informática -
CREA-SC
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